Comunicação | Ainda Steve Jobs

Written by  //  30 de abril de 2012  //  Comunicação Social  //  No comments

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Quem ouviu falar de Jesus, Buda, Maomé, Leonardo da Vinci, William Shakespeare, Thomás Aquino, Agostinho de Hipona, Francisco de Assis, Freud, Cesar, Napoleão, Mandela, Elvis Presley, Michael Jackson já sabe porque são lembrados. De algum modo eles marcaram seu tempo e pelo amor, pela profecia, pela força, pela arte, pelo pensamento fizeram diferença. Depois deles, alguma coisa mudou. Bem ou mal, eles deixaram rastro. Aceitos ou não, seguidos ou não, atravessaram e atravessarão o tempo. Perenizaram-se.

Será assim com Steve Jobs. É mais um nome para esta galeria. Quem falar da revolução tecnológica dos últimos 35 anos, terá que admitir que, a partir de l975, o mundo das máquinas e da comunicação nunca mais foi o mesmo. Com ele, dois ou três gênios serão lembrados; Bill Gates também. Mas Steve Jobs se destacou em várias frentes. Foi o Da Vinci ou o Michelangelo dos nossos tempos.

Multifacético, inventou, aperfeiçoou, interligou, facilitou, provocou, sacudiu, substituiu, congregou, trouxe a comunicação para a palma da mão até das crianças, tornou possível o que se julgava impensável: colocar bilhões de informações no bolso do paletó. Apple, Mckintosh, Imac, Ipod, Ipad tornaram-se palavras símbolo de grandiosidade dentro da pequenez. Reduzir o mundo a quinze centímetros? Concentrar bilhões de dados em máquinas do tamanho de uma folha de papel? Encerrar trinta ou quarenta aparelhos dentro de um só? Ele conseguiu!

Não o fez sozinho, porque o inventor do Chip, o que inventou os softwares, mais o outro que ensinou como interligar e criar também têm seu lugar nessa história, mas ele lhes deu as maquinetas. Do seu jeito, ele provou que tudo pode caber em pequenos espaços. Depois de Steve Jobs a grandiosidade se concentrou. Ficou mais fácil entender que a criação talvez tenha começado no Big Bang… No começo tudo era gigantesco e tudo era pequeno. Steve Job tentou provar que, no futuro, o pequeno altamente concentrado poderá cada vez mais conter o grande altamente expandido. Se não der certo, Steve tentou…

Com meus 70 anos de vida e 30 de professor de comunicação habituei-me ao nome Steve Jobs, mesmo não sabendo lidar com suas invenções. Crianças sabem mais do que eu que analiso, mas não mergulho como elas neste mundo. Elas pensam com os dedos. Eu ainda penso com meus botões… Mas Steve Jobs reinventou a vizinhança. Fecha-se num quarto quem quer. Escraviza-se à máquina quem não tem criatividade, fica dependente quem não sabe voar; porque suas maquinetas podem levar-nos a qualquer lugar do planeta e criar laços, a começar pela própria casa.

Por causa dele, de Bill Gates e outros meninos dos anos 70 que conectaram fios, pequenas luzes, algumas teclas e inventaram coisas no fundo de uma garagem, o mundo tem, hoje, mais de 4 bilhões de pessoas que diariamente se servem de sua criação. Seguramente um bilhão de empregos dependem,neste início de século, dessas teclas e dessas interligações. Do astronauta na estação orbital ao tratorista na colheitadeira, alguns botões dentro de um aparelhinho movimentam o mundo.
Steve Jobs foi criança entregue para adoção. Não julgo seus pais, mas louvo a Deus pelo casal que o adotou. Além da razão teológica e moral, está aí uma ideia romântica e filosófica pela qual eu, sacerdote católico, sou contra o aborto. Haveria um outro Steve Jobs se a mãe ele o tivesse abortado? Teria havido um outro Francisco de Assis?

Morreu jovem, mas o volume de suas realizações valeu e valerá por, no mínimo quinhentos anos. Sou dos que apostam que no ano 3.000 ainda se falará de Steve Job e dos anos 1975-2011.

Não sei que nome darão a este tempo, mas como hoje, 800 anos depois se fala de Francisco, o irmão menor, alguém falará de Steve e do poder da pequenez. Onde quer que eu esteja, poderei dizer que vivi um dos tempos mais criativos da História!

Padre Zézinho

fonte: Site Oficial do Pe.Zezinho

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